quinta-feira, 17 de maio de 2018

..E AS NOSSAS CALÇADAS



Por falar em calçadas, aquelas de liós são tombadas, e abandonadas, como outras, também.

Não somente muitos prédios históricos ou antigos estão abandonados na Cidade Velha, mas as calçadas, sejam elas de lios ou de pedras  artisticamente trabalhadas, também.



 Vemos, ano sim, ano, não, consertarem essas calçadas, trabalho esse que não dura muito pois mal feito. As pedras usadas não tem bastante profundidade para conseguirem pressionar-se  e se manterem fixas até sem a ajuda do cimento. O fato de serem "curtas" requer  muito cimento, formando blocos que se rompem com mais facilidade, durando assim pouco tempo.

A maior parte daquelas de liós, em vez, foram cobertas de cimento, principalmente a causa da água da chuva que entrava nas lojas, apos terem inciado a asfaltar a Cidade Velha. Quando a rua era coberta de paralelepípedos, a água da chuva conseguia ser absorvida em pouco tempo. 

A  PERCOLAÇÃO, ou  seja, o fluxo da água, por gravidade, que entra no solo e vai alimentar lençóis de água subterrânea, parou de acontecer. O mais importante da percolação era a subtração de volume de água pelo solo, volume esse que deixava de escoar pela superfície. 

Quando começaram a colocar o asfalto em cima dos   paralelepípedos a agua não percolava como antes e escorria pela sarjeta. A medida que colocavam outra camada de asfalto em cima do  precedente,  maior era o numero de casas invadidas pela agua que não tinha mais como ser absorvida na rua.

Apenas iniciavam as chuvas, a água invadia as lojas e os proprietários se sentiam obrigados a levantar as calçadas para evitar danos, inclusive aos produtos que vendiam. Nota-se a altura diferente das calçadas, principalmente em frente as lojas da Dr. Assis, fato esse que não aconteceu simultaneamente. 

Hoje, andar pelas calçadas que um dia foram de liós é uma parada... Quando não tem veiculos estacionados, estão quebradas, ou lisas; quando ja estão acimentadas, possuem degraus, uns até bem altos.

Quem nos governa precisa lembrar que a Cidade Velha, é velha, inclusive de fato. A maior parte dos moradores da área tombada tem mais de sessenta anos e devem enfrentar essa gara de sobe e desce na Dr. Assis.


domingo, 6 de maio de 2018

CONIVÊNCIA COMPARTILHADA , OU O QUE?



Tivemos acesso, através do site da OAB, da relação enviada a Camara e Senado em setembro do ano passado, sobre a situação ‘insegura’ de Belém.
Os jornais publicaram até fotos do então Presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB entregando o relatório no Senado, Câmara e a Procuradora da Republica Dra. Débora Duprat.

O documento em questão fala das chacinas do Tapanã; Santa Izabel; . Marabá; . Icoaracy; Igarapé Miri, Guama e Cremação; as de Belém de 2014 e 2017; Chacinas em Hospitais de Belém e Marabá – Caso Pocotó e Caso Alysson Carvalho e Erisson Melo; a de Itupiranga; dos Hospitais de Belém e Marabá – Caso Pocotó e Caso Alysson Carvalho e Erisson Melo....além das MORTES DE POLICIAS EM SERVIÇO, NO PERÍODO DE FOLGA E EM ACIDENTE, ALÉM DO ROUBO E EXTRAVIO DE ARMAS E dos PM BALEADOS EM 2017.

Deixando de lado a ‘privacy’, parece justo informar os eleitores/cidadãos que:
- tal documento foi discutido com o Governador e com os políticos de Brasilia;
- e o governador prometeu criar uma comissão para estudar formas de conter a violência
- e, se vê que não o fez, pois nao vemos resultados.

Tal documento também foi discutido com :
- o Deputado Paulo Fernando dos Santos (vulgo Paulão) que então era presidente da comissão de direitos humanos da Câmara dos Deputados, presente na reunião com o Governador;
- e com os Presidentes do Tribunal de Justiça e do Ministerio Publico,
- e entregue, também a Procuradora da Republica Débora Duprat
O Deputado Arnaldo Jordy também acompanhou o desenrolar dessa ação.

O então presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Adv. José Neto, também coordenador do grupo de estudos que elaborou tal documento, foi varias vezes a Brasilia onde entregou (vide foto no jornal Diario) o “Relatorio sobre casos de extermínio e chacinas de jovens negros (desde 1994) no Estado do Parã”, no Senado, Camara, Procuradora da Republica e ao Deputado Paulão.

O documento contem várias recomendações... São vinte e dois pontos que, se cumpridos, não estaríamos vivendo essa onda de violência.
Em outubro um grupo de políticos incluindo o Deputado Paulão estiveram em Belém, mas... de la para cá a coisa so piorou. Tanta gente informada e nada feito que desse algum resultado. Não passa dia sem mortes ...de cidadãos, de transeuntes e de Policiais Militares.

A cidade inteira, o Estado inteiro, todos estamos horrorizados e terrorizados com todas essas novas chacinas e com a inércia de tanta gente.

É lécito perguntar: para que serviu esse trabalho da Comissão de Direitos Humanos da OAB ? Se algo tivesse sido feito, quem sabe todas essas vidas perdidas, estupidamente, teriam sido evitadas.

Nenhuma dessas personalidades sente um peso, enorme, na consciência ?
A OAB, por que esperou tanto para reclamar, se tinha até feito algo, em tempo de evitar todas essas novas chacinas ?


É MUITA GENTE AO PAR DE UMA GRAVE DENUNCIA ... QUE DEU NO QUE ESTAMOS VENDO E VIVENDO....será medo?

Alguém pode responder o que se deu?
Cadê a resposta do Estado
?

domingo, 29 de abril de 2018

VIZINHOS....ALERTA!


Em 2006, alguns cidadãos se uniram e fundaram a Associação de Moradores da Cidade Velha. O degrado urbano, a insegurança e defesa do patrimônio histórico foram o ponto de partida dessa iniciativa. Pouco depois criamos um blog “Laboratório de Democracia Urbana Cidade Velha-Cidade Viva” que deveria discutir os problemas do bairro e da cidade, com os cidadãos..

Em 2007, várias atividades foram feitas com a ajuda da fundação Curro Velho. O ano se conclui como Natal de Todos os Povos que trouxe para o bairro, nos três dias do evento, vários espetaculos. Entre apresentações circenses, interferências cênicas, roda de capoeira, dança de salão, etc. tivemos também oportunidade de ouvir os Cantos dos Guarani e descobrir que esse povo continua migrando. A “dança de rua” que os rapazes da Vila da Barca apresentaram, assim como o “rap” dos meninos do Jurunas, não somente foram um sucesso, mas uma descoberta para muitos dos presentes. Também seguimos a apresentação dos Grupos de percussão “Curimbó Mirim” do Colégio Santa Emilia e do Curro Velho e, de Cametá, chegou o Bangüê Cinco de Ouro, um grupo musical quilombola e, de Quatipuru, apreciamos a Marujada.

Em 2008, no Seminário realizado no dia do aniversario da Civviva, discutimos e avançamos propostas finalizadas à recuperação do ponto de vista civil, urbanístico, social e econômico do nosso bairro. Numa manhã ensolarada, com a camisa da CiVViva, saímos pelas ruas e conseguimos três mil assinaturas contra a insegurança...

Em abril de 2008 recebemos a visita do Comandante da Policia Militar, Hilton Benigno, para discutir ações concretas para o bairro. Nasce o projeto das ‘bicicletas Azuis’. Iniciamos a coleta de dinheiro para compra-las. Uma delas foi doada pelo Padre Gonçalo em nome da Igreja da Sé.

Em maio começamos a preparar a Oficina Escola de Escritores, iniciativa, essa, do nosso Laboratório de Democracia Urbana e do Grupo de Memória e Interdisciplinaridade, da Faculdade de Engenharia Civil, da UFPA. Mérito do jornalista e escritor Osvaldo Coimbra. O resultado foi a publicação de um livro...sobre a Cidade Velha.

Em junho, o nosso S. João na Praça, viu as crianças do Beco do Carmo apresentarem uma quadrilha e dançarem carimbó. Continuamos resgatando nossas brincadeiras de antigamente: o pau de sebo, o quebra-pote, a corrida de saco e de ovo, fizeram, como sempre, um sucesso enorme.
Em novembro, as “nossas bicicletas azuis, da cor da nossa esperança” estavam nas ruas, montadas por policiais, das sete da manhã as dez da noite. Bares da área tombada ajudavam com merenda aos PM. Logo no primeiro dia um assalto na Dr. Assis demonstrou que a idéia ia dar certo.

As atividades da Associação continuaram e as bicicletas da Civviva passaram a ser da Instituição. Depois de quatro anos chegaram novas bicicletas para a PM e as nossas foram devolvidas, mas a atividade, mesmo se em menor escala, continuou.

Em dez anos de atividade da Civviva, reconhecemos que valeu a ideia da Civviva. Hoje, outras pessoas entraram na luta; se conscientizaram da necessidade de participar, em algum modo, da defesa do território onde vivemos. A Igreja entrou, efetivamente, nessa luta apoiando a PM e os cidadãos. A conscientização da necessidade de “sair de casa” para lutar pelos próprios interesses, vingou.

Recentemente a Igreja Católica cedeu um local na Dr. Assis para sediar um batalhão da PM, o que melhora as possibilidades de sucesso dessa presença no bairro. Sempre através da SOLIDARIEDADE da Igreja Católica, hoje, os vizinhos estão mais alertas as necessidades de todos.


COM MAIS CIDADÃOS AJUDANDO A NOSSA LUTA, MAIOR SERÁ O EXITO... E A SEGURANÇA SERÁ PARA TODOS, UMA REALIDADE.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

"UTILIDADE PÚBLICA'



SÓ NOS DERAM PRAZER, os parabéns que recebemos, logo de manhã cedo, pelo fato da nossa Associação ter sido reconhecida de Utilidade Publica com um quorum de 2/3 (por unanimidade) pela Câmara de Vereadores de Belém.

O mérito vai a Vereadora Marinor Brito por ter prestado atenção ao nosso trabalho e ter nos dado essa satisfação, que agradecemos de todo coração.


Agradecemos também os amigos que regozijaram conosco por tal reconhecimento. São estes os primeiro que se pronunciaram:

- Waldemiro Gomes disse....: Parabéns a CIVVIVA, parabéns aos que
fazem, regam, esta plantinha. Parabéns a “guerreira” Dulce
Paz e saúde

- João Raimundo disse - Parabéns aos que lutam de forma incansável para conquistar direitos. Você tem história e está presente nessa história e na vida de nossa tão maltratada Cidade. Parabéns Dulce!

- Leonardo Ribeiro disse... Maravilha! Muito merecido. Parabéns aos que lutam nessa causa.

- Nathan disse... Nunca, Nunca desistir, esta é a missão Dulce.
Me lembro da tua correria para que a CiVViva fosse registrada no dia de nascimento de nossa querida Belém...olha só, o reconhecimento pelo trabalho tardou mas chegou. É G U A, parabéns !!!

- Auriléa Gomes Abelem disse... Parabéns Dulce, pelo merecido reconhecimento do trabalho da Associação Cidade Velha - Cidade Viva, que diriges com tanta garra! Sucesso, sempre.

- EURICO disse- Acho que não foi mais do que obrigação. O precioso patrimônio material de Belém, a Cidade Velha só agradece à " dona da Cidade Velha"!
Minha querida, é um reconhecimento mais do que justo. Justíssimo.

- José Ramos disse... Parabéns, Dulce.

- Anastacio Campos disse...Vamos comemorar em grande estilo. Parabéns a você e a todos que acreditaram na ideia. Batalhas a serem vencidas são muitas e diversificadas

- José Maria Azevedo BRAVÍSSIMA DULCE.

- Celso Abreu Presidente da Civviva parabéns pelo título recebido. Parabéns pelo grande e merecido feito. Afinal essa Instituição realmente tem um caráter indiscutível de defesa de um grande bem da nossa cidade: O Patrimônio Histórico da nossa cidade.

- Graça Teixeira Llima: Merecido! Parabéns!

- Graça Falangola Gonçalves Merecidamente.

- Almerindo Trindade: Parabéns pela sua LUTA, agora reconhecida e valorizada. Vida longa um abraço.

- Fernanda Martins: Parabens!!!

- Helena Tourinho: Merecidíssimo!!!

- Su Drago: Parabéns. "Quem sabe faz a hora não espera acontecer ". Avante com CIVVIVA-CIDADE VELHA--CIDADEVIVA.

- Miguel Bitar Jr.- Mérito principalmente seu, Dulce;

- Rose Jorge. Parabéns, grande guerreira;

- Maria Rita Monteiro Parabéns!!!

- Joao Meirelles - Viva

- José Marajó Varel: parabéns #ValeALuta

- Myrian Maia: Parabéns

-Paulo Fadul Neves; Claudio Custodio; Ana Jansen de Amorim; Nascimento Passos de Oliveira; Pedro Santos;Regina Maria Chaves; Tereza Carvalho; Anastácio Campos; Gleise Frazão; Cris Sodré; Gloria Belém; Cezar Magalhães; Elias Ribeiro Pinto; Luana Rocque; Miguel Bitar Jr.; Nathan Levy; Graça Cristino; Claudio Barradas; Suzete Bahia; Miriam Daher; Adriana Falangola Gonçalves; Marilia Cioni; Elaine Caramella; Ilka Steiner; Maria Rita Monteiro; Nádia Cortez Brasil; Petrus Alcantara; Jaime Cuellar; Michel Rocha; Adelina Braglia; Eliana Delgado Ralha; Graça Castro; Ciria Pimentel; Ines Chaves de Souza; Estrela Bentes; Charles Moraes; Carmen Lucia Sampaio; Iza Teixeira Lima Figueroa; Daniela Daniela; Manoel Pompeu; Maradiva Barata; Alexandre Bitar; Concita Bezerra; Marco André; Isaac Loureiro; Jorge Kingmel; Cicero Rodrigues de Freitas; José Luis Franco; Wilma Monteiro; Milene Coutinho; Leonardo Ribeiro; Lucio Ribeiro;Solange Rocque; Nivaldo Santos; Livio de Assis;
Sebastião Piani Godinho; Maria Benchaya;  















quarta-feira, 21 de março de 2018

POR QUE PERDOAR DIVIDAS?


Como é que ninguem toma providencias ou "grita" contra todos esses perdões de dividas para com a Previdência e sabe la quais outros impostos que vemos acontecer ultimamente? Seja Estado que Municipio reclamam de falta de dinheiro, como é então que alguem pode continuar a ignorar as dividas de firmas, escolas, bancos, igrejas etc. e até perdoa-las?

Podemos falar da macrodrenagem, da saúde, de defesa dos mananciais em estado de degradação, do transito, da segurança, das ruas, das calçadas, da situação de prédios escolares e até das praças... tudo em estado de abandono, por falta de dinheiro, dizem. Como é que o dinheiro não dá para cuidar de  tudo isso, ultimamente? Por que, então, ficam perdoando as dividas dos devedores e assim impedindo o bom andamento da administração pública? Como é que, para alguns pouquissimos e seus projetos, dinheiro aparece, mesmo se não são coisas necessárias? Como isso tudo acontece e  ninguém toma providencias?

Várias são as interrogações de alguns cidadãos a respeito desses 'perdões', sem falar de isenções fiscais que muitos recebem do Estado e da União.  Como insistir em usar esse método sem que não nasçam dúvidas sobre sua validade  e a seriedade de quem perdoa visto o dano que causa para as administrações públicas?

O nosso patrimônio histórico está jogado as baratas. Prédios lindos ou cheios de história, caem aos pedaços, sem alguma reclamação e muito menos providências por parte dos órgãos que nasceram com esse fim. Quando os azulejos da casa de canto da av. Nazaré com a Dr. Morais, da familia Ferreira Gomes, tomaram rumo da Europa, de nada adiantou o processo do MPF, pois coisas desse tipo continuaram a acontecer. De fato, bem defronte, temos o Palacete Faciola, que, dez anos atras deveria ter começado o restauro e no meio tempo nada aconteceu mas tudo o que tinha dentro, desapareceu. Durante o Cirio, chegaram até a usar seu tapume, come mictório a pagamento. Por um motivo ou por outro, la se foi nosso patrimônio, inclusive a causa desses perdões que, é bem capaz de terem impedido a chegada do dinheiro em tempo para o restauro.

As praças que o Carlos Rocque conseguiu fazer, estão totalmente abandonadas e destruídas. Parece até uma vontade, expressa desse modo, de querer destruir o que ele fez de bem por Belém, pois ha anos ninguem cuida delas.  Vocês viram como ja está ficando a Praça da Republica? O Mangal das Graças, as 11 Janelas, a Estação das Docas, será que vão durar ainda muito? Começamos a ver sinais de abandono até nesses últimos, aí. O trabalho de conservação dos logradouros não é previsto nos balanços?

O conserto de calçadas com pedaços de pedras que formam desenhos, como na praça da Republica, Felipe Patroni, ou D.Pedro I, não duram nem uma ano... Não é incapacidade dos operários, mas de quem dirige o trabalho; incompetência de quem compra essa pedras. Essa 'economia', causa mais danos ainda, pois os blocos de cimento quando quebram, deixam buracos enormes prejudicando a incolumidade dos pedestres e novas despesas, não previstas ...  

Os 36 milhões gastos no recem inaugurado Parque Estadual do Utinga, qual Unidade de Conservação de Proteção Integral, não deram, porém, para fazer quanto necessário para proteger as águas dos lagos Bolonha e Agua Preta, mananciais que abastecem boa parte de Belém e um pouco de Ananindeua. Deu, porém, para fazer o Centro Gastronômico.  Mais uns poucos milhões e a razão do Parque estava completa. Esses 'perdões' será que não influenciaram nisso?

Se para resolver os problemas da administração o motivo é a falta de dinheiro, porque então continuar a perdoar as dividas dessas firmas que passaram anos desrespeitando o fisco, e, direta ou indiretamente, provocando a penúria de nossos municípios? Aliás, como permitiram que essas dividas crescessem tanto?

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para que serve? Não é ela que deve "a) apurar a liquidez e certeza da dívida ativa da União de natureza tributária e não tributária, inscrevendo-a para fins de cobrança, amigável ou judicial? Não deve também " c) examinar previamente a legalidade dos contratos, acordos, ajustes e convênios que interessem ao Ministério da Fazenda, inclusive os referentes à dívida pública externa, e promover a respectiva rescisão por via administrativa ou judicial "?

Quando foi a ultima vez que Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, fez seu dever de casa de " XII - inscrever em dívida ativa os créditos decorrentes de contribuições, multas e encargos para com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e promover a respectiva cobrança, judicial e extrajudicial;” ?

Os membros da Câmara de Deputados, sabem muito bem da situação das administrações públicas, como se permitem, então,  de perdoar dividas até de instituições religiosas, muitas das quais sabemos  bem como se mantem... Qual é a justificativa que dão os politicos ao 'perdoar' tantas dividas assim? Quem deve tomar satisfações com eles? Cadê o pessoal da improbidade administrativa dos MPs? Será que estão esperando que alguem protocole uma denuncia, porque por email, não vale, ou não é de sua competência
?

É um absurdo ler nos jornais frases do tipo "O relator no Senado é devedor de impostos e aderiu ao Refis, mas disse que não vai aceitar o perdão e as isenções às igrejas." Ou que "Descontos nas multas podem chegar a 70% e nos juros, 90%." sabendo a situação que atravessam as Prefeituras. 


Nós,  cidadãos, nos perguntamos por que essa gente tem direito a obter isso tudo e nós não? São dois metros e duas medidas usadas abusivamente.  Uma clara semvergonhice.

Insuma, ninguem pode impedir todos esses "perdões" e assim dar condições aos cidadãos de insistir em cobrar resultados efetivos das competências da administração pública sem ter que ouvir como resposta que não tem dinheiro?

quinta-feira, 8 de março de 2018

PALACETE FACIOLA: de 2008 para ca!!!

...Assim se passaram dez anos,
sem vermos algum resultado...

Em 2008 fui convidada para a ceremonia que dava inicio ao restauro do Palacete Faciola. Governava Ana Julia. Ninguem tinha me avisado que eu teria que falar, naquela ocasião, e me encontrei sentada entre a governadora e Puty.  Olhei para a Ana Julia e perguntei:  vocês querem ouvir o que tenho a dizer sobre nosso patrimônio? e ela respondeu: queremos. E eu: pois vão ouvir... e comecei a dar um passeio pela Cidade Velha.

Lembrei as leis que falam da salvaguarda e defesa do nosso patrimonio historico. Falei do abandono do Palacete Pinho e do Instituto Histórico e Geográfico; das casas não restauradas; das calçadas de lióz; das igrejas do Landi; das praças que mais pareciam mercados ou campos de futebol; do transito que fazia trepidar aqueles velhos prédios; da insegurança...e dos 400 anos.

Quando acabei de falar e depois que as palmas pararam, a Ana Julia me respondeu que ela governava o Estado, e não so Belém estava nessa situação; que tinha que olhar e fazer algo por outros municipios também; que aqui em Belém, o Palacete Faciola tinha sido o escolhido, para começar, e elencou os outros municipios que seriam agraciados. 

Pois bem, domingo, 3 de março de 2013 publicamos a nota abaixo com as fotos  

do PALACETE FACIOLA...

para recordar em que situação ja estavam portas, janelas, azulejos, moveis, etc.  naquele dia de 2008.
As fotos são de Celso Abreu.

Azulejos:
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416944522/in/set-72157630229031690/
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416951954/in/set-72157630229031690
Moveis:
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416942468/in/set-72157630229031690/
Portas:
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416939672/in/set-72157630229031690/
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416937190/in/set-72157630229031690
Janelas:
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416979164/in/set-72157630229031690
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416737516/in/set-72157630229031690
Escadas:
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416987306/in/set-72157630229031690
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416768490/in/set-72157630229031690
Pinturas;
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7417035120/in/set-72157630229031690
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7417036484/in/set-72157630229031690
Detalhes
http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/7416947470/in/set-72157630229031690

Os anos passaram e até a placa que comunicava o inicio dos trabalhos, desapareceu.
Quem ficou com as chaves depois da mudança de Governador?
Como estará, la dentro,  agora? O que sobrou?
Quem pode nos dizer o que estão fazendo?
O dinheiro ainda está disponivel? ou, que fim levou?

Será que vão coloca-lo entre os problemas a serem resolvidos nas ações que o IPHAN está progetando?

...É, ja se passaram dez anos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A proposito de colaboração...


Em setembro e outubro de 2016, publicamos umas notas a  respeito da campanha feita com banners, em defesa do nosso patrimônio histórico (http://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2016/09/era-fevereiro-de-2012-periodo-de.html). Tal campanha foi muito bem recebida pelos moradores do bairro, de fato, muitos banners continuam nas janelas de algumas casas.

A nossa intenção era chamar atenção sobre o que sobrou da nossa memoria histórica e a necessidade de salvaguardar-defender- proteger... etc. todos aqueles verbos que encontramos nas leis E REFERENTES AO PATRIMÔNIO REMANESCENTE..

O ultimo carnaval deixou muitos moradores insatisfeitos, apesar da televisão ter divulgado uma impressão completamente diferente. 
A nota em questão citava as leis que foram ignoradas  (http://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com/2016/10/querendo-colaborar.html ),  enquanto tantos carnavalescos  ajudavam a destruir o patrimônio em questão.

Levando em consideração esses artigos de lei totalmente ignorados, vem a dúvida, a quem não é daqui , se estamos em democracia.  Numa democracia as leis são feitas para serem respeitadas, principalmente pelos órgãos públicos. Se elas não são consideradas ‘boas’, podem sempre ser melhoradas ou revogadas totalmente, mas fingir que não existem é ser conivente com a malandragem.

Estamos sim, em democracia, pois,  caso contrário não estariamos aqui, podendo dizer a vocês que antes de fazer qualquer proposta para a Cidade Velha ou para toda a área tombada, seria oportuno conhecer seus problemas e tentar resolve-los, antes de pensar em qualquer tipo de projeto turístico que seja.

O ulterior desaparecimento de obras e imoveis existentes é uma perda seca e irreparável para a memoria da cidade, dos cidadãos e da própria identidade do território que a contém. A conservação dessa identidade é um objetivo estratégico de qualquer politica  cultural e precisa de instrumentos específicos dirigidos explicitamente a ela.

Naquela nota não falamos da situação das calçadas e nem da cor da água que sai das torneiras, por exemplo.  Muito menos da insegurança; nem do que acontece desde que chegaram os moradores de rua na praça do Carmo. Vamos falar disso, agora:

- calçadas: a maior parte dos problemas das calçadas nasceram depois que asfaltaram as ruas, cobrindo os paralelepípedos.  Cada vez que as tiveram de re-asfaltar, acrescentavam uma camada de asfalto ao preexistente até que um certo momento, o leito da rua era mais alto do que as calçadas. Quando chegavam as chuvas, a agua entrava nas lojas da Dr. Assis, por exemplo. O que fizeram os proprietários? Cobriram as pedras de liós com cimento... e cada comerciante fez a sua calçada de uma altura diferente. Entre a Joaquim Tavora e a D. Bosco é um verdadeiro absurdo os  degraus que encontramos em cima das pedras de liós.

Onde isso não acontece o espaço é dividido entre carros e motos estacionados; com mercadorias a venda, desde terra, areia, tijolos, telhas; com motores, bicicletas e afins sendo lavados e/ou consertados; mesas e cadeiras de bar, tudo isso no espaço destinado ao pedestre... apesar da orientação dada pelo MPE à Secon.

- A maior parte dos tubos de água da CV devem ainda ser de ferro, pois a água que sai das torneiras, é completamente marron. Por esse motivo a maior parte das casas tem poços. A UFPa fez um estudo sobre a água e descobriu uma percentagem altíssima de poços existentes por esse motivo. Muitos moradores lavam a roupa branca em outros endereços e compram agua engarrafada não somente para beber.

- A insegurança é aquela de toda Belém, com uma diferença: quando o furto acontece perto da pça do Carmo eles podem jogar embaixo das casas da baixada do Carmo, ou fugir de barco. A presença dos portos também é um chamariz principalmente no horário de saída ou chegada dos barcos,  principalmente a noite. Em vez, quando tem festa de aparelhagem ou da igreja, não se salvam nem pessoas, nem carros.

- os moradores de rua já foram expulsos da tv. Cametá. Aliás, quem teve que sair de la, foram os “marronzinhos”. Onde esse grupo de pessoas chega, chegam também atrás de comida, os moradores de rua. Na pça do Carmo, os vemos fazer todas as necessidades físicas humanas, inclusive sexo em cima dos bancos ou nas calçadas.  Os comerciantes se lamentam que estão perdendo os clientes e contam fatos de roubos, assaltos, quebra de espelhos e vidros dos carros, etc. As missas da manhã, foram eliminadas, e as da tarde se resumem, hoje,  a uma so.

Algo mais a dizer: a vocação do comércio da CV é voltada aos ribeirinhos. Aqui se encontram lojas de material de construção, de navegação, bombas de agua, remos, velas, redes de pesca, barcos de madeira, de alumínio e de fibra de vidro!!! etc.  Fazem consertos também de maquinas de açaí e de motores de barco. Coisas desse tipo. O resto: sapato, vestido, etc. eles vão no comercio procurar.

Feita essa premissa toda, é o caso de lembrar que, as leis falam de salvaguarda da nossa memória histórica. Nessas alturas, um projeto de tutela do Patrimônio Histórico deveria ser feito onde fossem individuadas as ações necessárias a sua valorização para assegurar a salvaguarda do território em questão. Pesquisar a qualidade do ambiente histórico e sua correta fruição coletiva, no respeito das leis existentes.

Se assim acontecesse, seria ridículo so imaginar fechar essas lojas que ficam na Siqueira Mendes e dão para o rio, para substitui-las com bares  e restaurantes para  turistas.... e, quem sabe, até depois pintar tudo com cores fortes assim apagamos definitivamente a nossa memoria... a daqueles avós  que ainda  lembram quando tudo era pintado com cores claras.

Para encerrar: nenhuma lei proíbe o embelezamento da área tombada, proíbe, porém, a mudança do nosso passado, das lembranças que devemos salvaguardar, portanto, até a grafitagem não devia encontrar lugar na área tombada....e o muro do forte do Castelo devia ter permanecido ali... no seu lugar.

Essa FOI a nossa colaboração, quando escrevemos essa nota,  repetindo-a agora e, como prevê a Constituição, deveriamos ser chamados para discutir qualquer PROPOSTA, para não ter, depois de publicarem algum projeto-indiscusso, de reclamar ou até fazer causa.

VAMOS PENSAR NISSO E PARAR DE IGNORAR A REALIDADE...E AS LEIS?