quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Projeto R.U.A em área tombada

Uns dois anos atrás,  Drika Chagas, grafiteira/artista, procurou a presidente da Civviva pra ‘pedir autorização’ para pintar nas paredes de casas abandonadas da Cidade Velha, seus grafites. A intenção era  denunciar a situação de abandono do nosso patrimônio. 

Explicamos que não tínhamos alguma competência para dar essa ou qualquer outro tipo de autorização; talvez fosse melhor que procurasse um órgão público qual o IPHAN, e assim o fez. Agora, mesmo se demorou, temos o resultado do seu trabalhoNotarão, porém, que os muros usados não são aqueles das casas abandonadas, pois seus donos não foram encontrados. 

Diz a sua proposta que: “Para o Projeto R.U.A foram desenvolvidos 11 esboços, os quais contam a historia, a tradição, as lendas e as personalidades do bairro da cidade velha. Estes desenhos foram pensados a partir de relatos de moradores do bairro, que compartilharam com o projeto suas memórias e o desejo de lembrar e manter a história do bairro para novos moradores e visitantes.”

Seguem alguns dos esboços dos grafites que encontraremos nas ruas da Cidade Velha

Rua Dr. Assis, 130


Lá da Itália veio o Padre Gabriel Malagrida, e aqui fundou o seminário jesuíta, espaço dedicado aos ensinamentos católicos...

Rua Capitão Pedro Albuquerque, 162



Feito uma princesa no Palacete Pinho...

Os outros se encontram na:
-TV. Capitão Pedro Albuquerque, 13ª
-Rua Siqueira Mendes/Praça do Carmo
-TV. Joaquim Távora, nº 188
-Rua Dr. Malcher , 183
-Rua Joaquim Távora, 272
-Rua Joaquim Távora, Igreja São João
-Rua Capitão Pedro Albuquerque, 209
-Joaquim Távora, nº 337



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Por Terra, Céu e Mar"

Temos que parabenizar os autores dessa pesquisa que trás a luz uma fase da nossa história esquecida por todos: a participação de paraenses na Segunda Guerra Mundial.

A maioria absoluta dos brasileiros não sabe o por que dessa guerra e menos ainda o por que participamos dela, imaginem se sabem quantos e quem foram os paraenses que foram mandados para o frio, lutar por algo que pouco ou nada tinha a ver conosco.

Esta é uma oportunidade de conhecer essa página da nossa história e de ajudar a torna-la  conhecida.



Por Terra, Céu e Mar:
Histórias e Memórias da Segunda Guerra Mundial na Amazônia
Hilton P. Silva, Elton V. O. Sousa, Murilo R. Teixeira, Samuel O. Mendonça

Pouco foi escrito sobre a história dos ex-combatentes brasileiros e menos ainda sobre a atuação dos “pracinhas” amazônidas na II Guerra Mundial.

Entre 2010 e 2012 realizou-se um intenso trabalho de busca e entrevistas com os últimos remanescentes dos pracinhas paraenses - eles somam apenas cerca de duas dezenas atualmente, com media de idade de 90 anos -  e outras pessoas que tiveram participação ativa na Guerra, a fim de traçar um perfil da realidade vivida na região entre 1939 e 1945. O resultado é um rico mosaico de experiências inéditas, que deu origem ao livro Por Terra, Céu e Mar: Histórias e Memórias da Segunda Guerra Mundial na Amazônia, a ser lançado pela Editora Paka-Tatu em novembro deste ano. O volume traz também dezenas de fotografias inéditas cedidas pelos entrevistados, além de imagens históricas de arquivos públicos e privados.

Os autores discorrem sobre o quase esquecido Contingente da Amazônia, que embarcou para a Itália com o 5º Escalão da FEB, e também sobre outros soldados e oficiais da Marinha de Guerra, da Marinha Mercante e da então nascente Aeronáutica,  que participaram de diversas frentes e nos escalões anteriores, muitos indo para o combate em Monte Castelo, Montese e outras batalhas.

São retratadas sobretudo as experiências de vida dos amazônidas, muitos dos quais sequer tinham saído do seu município antes e, de repente, se vêm no Velho Continente, no meio de milhares de outros jovens, de todo o Brasil e de dezenas de nacionalidades, e precisam mostrar que um brasileiro não foge a luta.
O livro já está disponível para venda pré-lançamento no site da Editora Paka-Tatu (http://www.editorapakatatu.com.br/).
                                 
                                        Monumento aos Pracinhas no apenino bolonhes - ITALIA

Exclusivamente para aquisições através do site até o dia 1 de novembro, os primeiros 200 exemplares serão entregues aos compradores autografados pelos autores e por um ex-combatente.
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Prof. Dr. Hilton P. Silva
Universidade Federal do Pará - UFPA
Programa de Pós-Graduação em Antropologia - PPGA
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH
Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo
Cidade Universitária José da Silveira Netto
R. Augusto Corrêa, 01 - Campus Universitário do Guamá
66075-900, Belém, Pará
E-mail: hdasilva@ufpa.br
Fones: (91) 8867-8728(91) 3201-7406
Fax: (091) 3201-8327

terça-feira, 20 de agosto de 2013

PAC das Cidades Historicas


 É, com certeza, uma vitoria para  Belém estar entre as cidades que vão receber os recursos destinados à recuperação e revitalização das cidades e à restauração de monumentos.
De fato, o PAC Cidades Históricas tem 44 cidades de 20 estados incluídas na etapa atual.
"Ao todo, foram identificados, em parceria com os municípios beneficiados, 425 imóveis e espaços públicos que receberão investimentos. A presidenta informou que 119 obras já têm projetos e podem ser licitadas."....
          ".....Na lista do PAC Cidades Históricas, estão municípios como as capitais        da Paraíba, do Maranhão e do Pará, João Pessoa, São Luís e Belém, São          Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, Corumbá, em Mato Grosso do          Sul, e São Luís do Paraitinga, em São Paulo. "

O pedido apresentado pela Prefeitura de Belém era constituído de 19 itens por um total era 76.248.000 Reais. Estes foram os aprovados, por um total de pouco superior a metade do que foi pedido :
262 PA Belém Restauração do Palácio Antônio Lemos - Museu de Arte de Belém
263 PA Belém Revitalização da Feira Ver-o-Peso
264 PA Belém Restauração do Mercado de Peixe do Ver-o-Peso - Etapa final
265 PA Belém Requalificação da Praça Dom Pedro
266 PA Belém Requalificação da Praça do Relógio
267 PA Belém Requalificação da Praça do Carmo
268 PA Belém Restauração do Casarão do Forum Landi
269 PA Belém Restauração do Palácio Velho - Teatro Municipal
270 PA Belém Requalificação da Praça Visconde do Rio Branco
271 PA Belém Requalificação do Cemitério da Soledade
272 PA Belém Restauração do Cinema Olímpia
273 PA Belém Restauração do Palacete Bolonha - Centro Cultural
274 PA Belém Restauração da Sede da Fundação Cultural do Município de Belém 
275 PA Belém Restauração Casarão do Arquivo Público do Pará
276 PA Belém Restauração da Capela Pombo
 repasse de R$ 1,6 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas acontecerá até 2015.

Nós preferíamos, no lugar do Forum Landi, a restruturação, ou se preferem a 'revitalização' do Porto do Sal, tanto para salvaguardar uma parte verdadeira da memória do bairro que vai fazer 400 anos.

P.S. Temos conhecimento que o restauro da igreja do Carmo vai custar 3 milhões e 600 mil Reais, mas é a Vale que paga

terça-feira, 13 de agosto de 2013

POR FALAR EM INDIOS

... e patrimônio.

Na recente Conferencia Municipal de Cultura, notei a total ausência de interesse pela cultura indígena. Após a apresentação de algumas pessoas com trajes  diferentes (nenhum com plumas, porém), fiquei esperando alguma informação sobre as tribos indígenas presentes, mas não aconteceu.

Durante as discussões nada se ouviu a respeito deles. Na comissão (3) onde eu  estava, também o argumento foi ignorado. Dai, chegando em casa procurei me informar e encontrei, para mim, essa novidade.

Em 2008, a Lei 11.645 tornou a temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” obrigatória no currículo oficial da rede de ensino. A carência de material didático para dar subsídio a essas disciplinas, era enorme. Foi criada então uma ONG, Thydêwá, que começou a reunir jovens indígenas, estudantes universitários, para produzir material de apoio a professores e alunos.

Em 2008, quanto atraso, heim, gente!  

Em 2011, foi criado “o site Índio Educa, onde é possível encontrar artigos a respeito de diferentes etnias e tribos brasileiras, todos escritos por indígenas. Os assuntos são diversos, e vão de aspectos históricos ao cotidiano.”

A partir de 2011, quem ouviu falar disso? Quantos pesquisaram esse site? Seria realmente interessante saber o índice de visitas do mesmo. Pena que nenhum representante deles compareceu e fez ouvir sua voz na Conferência para nos informar como está funcionando essa lei e como precisa incrementa-la. Essa atitude proativa deveria ser aplaudida e conhecida por todos, pois poucos são os exemplos de quem não fica só correndo atrás das ações do poder público


 Nos documentos distribuídos na conferência só tinham os pedidos da comunidade afro-brasileira. Parece até que o problema da cultura indígena já está resolvido... como o do patrimônio arquitetônico, que também foi ignorado totalmente.

DULCE ROSA DE BACELAR ROCQUE

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

E os indígenas onde ficam???

A respeito de um Edital de seleção para Projetos de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial do IPHAN, em que se fala de  'afro-brasileiras', questionamos se algo idêntico foi previsto que alguem faça para os 'indigenas'.

Segue abaixo o texto de uma carta enviada ao Ministério da Cultura a respeito desse argumento, caso outros quisessem questionar esse, possivel, esquecimento.


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                      Belém (PA), 09 de agosto de 2013
 Ao Ministério da Cultura
Att. Sra. Marta Suplicy
Brasília (DF)
MD. Sra. Ministra.
Em consulta ao sítio deste ministério descobri a existência de um programa sob título "Programa 2027 Cultura: Preservação, Promoção e Acesso", no qual consta como uma das premissas o "Objetivo 0621 Promover, preservar e difundir o patrimônio e as expressões culturais afro-brasileiras.". Quero que me informe V. Exª qual o motivo pelo qual não foi incluído um objetivo com a mesma finalidade em relação as expresões culturais indígenas, considerando que a população brasileira é constituída pela interelação entre elementos étnicos e culturais de povos europeus, africanos, e indígenas TAMBÉM, além de outros? Essa omisão tem que ser corrigida com a maior urgência possível.
Agradeço pela atenção e aguardo tempestiva e convincente resposta.
                         Atenciosamente,
                   Pedro Paulo dos Santos

                    Arquiteto e Urbanista

domingo, 11 de agosto de 2013

SEM MUITOS COMENTARIOS II


  A primeira foto é de uma casa na Rua Carlos Gomes, entre Trav. Padre Eutíquio e Trav. Campos Sales (Campina), cuja fachada prestes a ruir, está precariamente escorada por uma estaca de madeira.





A segunda foto é de um imóvel localizado na esquina da Av. Cons. Furtado com Av. Roberto Camelier, cuja cobertura foi removida para acelerar o processo de ruína, procedimento corriqueiro da parte de proprietários de imóveis localizados em áreas tombadas.



O que fazer para evitar que caiam???
Vai dar muito mais trabalho depois.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

SEM MUITOS COMENTÁRIOS

Construção irregular atrás de fachada histórica, rua Campos Sales, snº (entre os números 674 e 690). Bairro da Campina

CREA-PA, IPHAN, SEURB,  os jornais e emissoras de televisão, 
 FORAM INFORMADOS POR UM CIDADÃO "consciente de minha co-responsabilidade  na manutenção de ordem e legalidade em nossa sociedade, quero informar a titulo de colaboração, ... Ressalto que na citada  obra está sendo utilizado um artifício muito corriqueiro em Belém para tentar burlar as restrições de intervenções em áreas tombadas..."

AGUARDAMOS PROVIDÊNCIAS.

OBRIGADA